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Aprender sobre o interior da Lua é o objetivo primordial da nova missão da Nasa, chamada Laboratório de Recuperação da Gravidade e Interior (Grail, na sigla em inglês, que também significa "graal").
O lançamento está previsto para essa quinta-feira (8), às 8h37 (9h37 pelo horário de Brasília), na Base Aérea do Cabo Canaveral.
A bordo do foguete United Launch Alliance Delta 2 viajam dois satélites idênticos, projetados para revelar os altos e baixos do campo gravitacional lunar, o que dará aos cientistas pistas sobre seu interior.
Em geral, a Lua tem cerca de um sexto da gravidade da Terra, mas tal força não é distribuída de forma homogênea. Na Lua, uma montanha na verdade pode ser oca, gravitacionalmente falando.
- Às vezes a gente vê uma montanha grande e espera um sinal gravitacional forte, mas na verdade não tem nenhum sinal gravitacional (adicional), disse Sami Asmar, cientista-adjunto do projeto no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, na Califórnia.
Da mesma forma, mapas gravitacionais das planícies lunares mostram bolsões inexplicáveis de gravidade extra, o que indica depósitos ou estruturas subterrâneas. Conhecer a estrutura interior da Lua é visto como algo crucial para remontar a história do que aconteceu por lá desde a formação do satélite, há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Os cientistas acreditam que a Lua foi "construída" com enormes pedaços de material expelidos da Terra após uma colisão com um objeto que poderia ser tão grande quanto Marte. Além de desvendar a história lunar, os cientistas do Grail pretendem extrapolar suas conclusões para outros corpos rochosos, tanto no nosso Sistema Solar quanto eventualmente além dele.
As duas sondas farão uma lenta viagem até a Lua, chegando lá na virada do ano. Após alguns meses de manobras para entrar na órbita adequada, eles passarão 82 dias sobrevoando os polos lunares, comunicando-se por rádio.
Quando uma das sondas passar sobre uma região com gravidade maior, ela irá se acelerar momentaneamente, distanciando-se da sua "irmã". De forma análoga, regiões menos densas também afetarão a posição dos satélites. Usando as ondas de rádio como régua, alterações de apenas um mícron (um milésimo de milímetro) podem ser detectadas.
De posse dos mapas gravitacionais, os cientistas poderão usar modelos computadorizados e dados de missões anteriores para determinar se o núcleo da Lua é sólido, líquido ou uma combinação de ambas as coisas, e quais elementos ela contém.
- Na verdade acho que nos próximos cinco anos iremos reescrever os livros relacionados à nossa compreensão dos planetas rochosos, disse Maria Zuber, cientista-chefe do Grail, ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).
A United Space Alliance, fabricante do foguete que levará as sondas à Lua, é uma joint venture da Boeing com a Lockheed Martin.
Uma nova imagem do solo lunar mostra o local do pouso das missões da agência espacial Nasa até o local.
É possível ver as pegadas dos astronautas e o rastro deixado pelo veículo lunar. No vácuo do espaço, o equipamento deixado lá está intacto até hoje.
Com a vitória na corrida espacial, a Nasa abandonou a missão Apollo, e desde 1972 nunca mais voltou à Lua.
A agência espacial americana cortou o seu programa de ônibus espaciais, mas afirma que agora quer voltar ao solo lunar.
Muitos duvidam, no entanto, que o governo americano tenha dinheiro e vontade para concretizar o projeto.
Por ora, as imagens servem pelo menos para dispersar teorias que dizem que o homem nunca chegou à Lua e que as imagens famosas de 1969 foram filmadas em um estúdio em Hollywood.
Em órbita ao redor do Sol, o telescópio de R$ 1,27 bilhão (US$ 800 milhões) tem instrumentos que coletam radiação infravermelha emitida por nebulosas, estrelas e galáxias.
Entre as mais recentes imagens captadas pelo Spitzer e divulgadas pela Nasa está a da nebulosa do "anel esmeralda".
O brilho verde do anel em torno da nebulosa RCW 120, localizada a 4.300 anos-luz da Terra, não pode ser visto pelo olho humano, mas representa a luz infravermelha vinda de minúsculos grãos de poeira chamados hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.
Em outra imagem feita pelo Spitzer, é possível ver detalhes de um berçário de estrelas localizado dentro da constelação de Órion.
Uma montagem feita com informações coletadas pelo telescópio Spitzer e pelo Galaxy Evolution Explorer também revelou três exemplos de choques entre galáxias.
Inicialmente, esperava-se que o Spitzer operasse por apenas 30 meses, já que seus instrumentos precisavam ser resfriados por hélio líquido e os cientistas acreditavam que a substância acabaria em 2006.
Na verdade, o hélio do telescópio durou até maio de 2009, quando a maior parte de seus instrumentos teve de ser desligada.
Uma câmera, no entanto, continua a operar e a registrar o universo em infravermelho.
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Desde o trágico fim do Concorde, a ideia de um avião de alta velocidade parecia abandonada, mas os construtores buscam principalmente projetar aviões mais leves, e assim consumir menos combustíveis, cujo preço disparou.
Na véspera do Salão Aeronáutico de Le Bourget (França), o construtor europeu EADS, fabricante do Airbus, apresentou o projeto ZEHST (sigla em inglês para Transporte de Alta Velocidade de Zero Emissão), um avião hipersônico - mais rápido ainda que o supersônico Concorde - de zero emissão de CO2.
"O avião do futuro é pensado como o ZEHST", explicou à agência de notícias France Presse o diretor geral de Tecnologia e Inovação do EADS, Jean Botti.
Uma maquete de 4 m deste avião, cuja forma é muito parecida com a do Concorde, será apresentada na próxima semana na cidade de Le Bourget, no grande salão mundial da aeronáutica que abre as portas nesta segunda-feira (20) aos profissionais e na quinta-feira (23) ao grande público.
Avião-foguete tem ingredientes de obra de ficção
O ZEHST tem todos os ingredientes de uma grande obra de ficção científica: os motores funcionarão com biocombustíveis à base de algas e, uma vez em altitude, a aeronave terá motores parecidos com os de foguetes, que já não funcionarão com biocombustíveis, mas com hidrogênio e oxigênio, por serem fontes "limpas e emitirem apenas vapor de água", explicou Botti.
Este avião deverá voar até os 32 km de altitude, enquanto uma aeronave tradicional não supera os 10 mil metros. Os assentos dos passageiros vão se movimentar para que não haja a impressão de estar numa montanha-russa.
A ventagem do ZEHST é que "não polui, você estará na estratosfera, a contaminação será nula", reforçou Jean Botti.
Para o pouso, o piloto desligará os motores e fará o planejamento antes de começar a descida, antes de pôr os motores clássicos para funcionar.
- A solução [ecológica] está no limite do espaço. Não é um avião, não é um foguete, é um avião-foguete comercial.
Primeira versão do ZESHT deve estar pronta em 2020
O ZESHT deverá ter capacidade para transportar de 50 a cem pessoas e por enquanto não é mais do que um esboço, mas a EADS já tem um cronograma: uma primeira versão de demostração deverá estar pronta em 2020 e entrará em serviço em 2050.
Na época, o cenário espacial e aeronáutico já terá certamente mudado, principalmente com o aumento na participação do setor por parte dos países emergentes. A EADS tem apenas 10 anos de vida, por isso é difícil fazer projeções semelhantes.
No entanto, para um porta-voz do EADS, este projeto tem boas garantias de se concretizar, porque as tecnologias necessárias já estão desenvolvidas.
Os motores de foguete já existem: Astrium, filial espacial do EADS, já está os projetando para o turismo espacial. Os combustíveis à base de algas também já estão preparados, segundo o porta-voz.
O projeto ZEHST foi criado em colaboração com o Japão e com a Direção Geral da Aviação Civil francesa.
Botti reconheceu, no entanto, que esta tecnologia deve avançar passo a passo: primeiro pensar em aviões comerciais com base nas tecnologias ecologicamente viáveis para 20 ou 25 pessoas para depois passar progressivamente para aeronaves que levem 50, 100 e 200 pessoas, capacidade média de um avião tradicional.
Partícula ou força
Um grupo internacional de cientistas pode ter encontrado um novo tipo de partícula ou uma quinta força da natureza.
Se a descoberta for confirmada, o que quer que os dados estejam revelando - uma nova força ou uma nova partícula - seria algo totalmente inédito, não explicado por nenhum modelo atual da física.
De certa forma, o achado teria maior impacto do que o tão esperado Bóson de Higgs, que está sendo procurado com afinco pelos cientistas do LHC - o Bóson de Higgs é algo previsto pela teoria e totalmente esperado, enquanto uma partícula que não se encaixa no chamado Modelo Padrão da Física, ou uma quinta força da natureza, abririam perspectivas de uma física totalmente nova.
Pico inesperado
Os cientistas da chamada Colaboração CDF (Collider Detector at Fermilab), que reúne mais de 500 físicos, trabalham no Tevatron, o maior colisor de partículas dos Estados Unidos, localizado no Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory).
Tudo começou quando eles observaram um pico totalmente inesperado no gráfico que mostra o resultado das colisões entre bilhões de prótons e antiprótons.
Como energia é igual a massa, segundo a teoria de Einstein, essas colisões de altíssima energia podem trazer à existência partículas subatômicas de existência extremamente curta, que não existem nas condições usuais de temperatura e pressão - os físicos as identificam estudando suas combinações, o chamado decaimento, que produzem partículas mais familiares.
O pico no gráfico mostra um excesso de eventos nas colisões de partículas que produzem um bóson W - uma partícula 87 vezes mais pesado do que um próton -, acompanhado de dois jatos de hádrons.
A anomalia inesperada apareceu na faixa de massa de 140 GeV/c2 - foram 250 eventos que parecem estar vindo de uma partícula 160 vezes mais pesada do que o próton - uma partícula, mas uma partícula não prevista pelo Modelo Padrão da Física.
Cautela
Por enquanto, o grupo está extremamente cauteloso: durante a apresentação do trabalho, realizada na tarde desta quinta-feira no Fermilab, a expressão "se for confirmado" foi repetida à exaustão.
A significância do pico verificado foi determinado em 3,2 sigma, o que significa que há 1 chance em 1375 de o pico possa ser resultado de uma flutuação estatística aleatória.
Por outro lado, o colisor Tevatron já fez inúmeras colisões nessa faixa de energia, e o pico nunca havia sido observado. E 160 vezes a massa do próton é muito próximo da massa de dois bósons W.
Além disso, os físicos consideram ser necessário um sigma igual a 5,0 para que um evento seja considerado uma descoberta.
Não é o bóson de Higgs
Se não for uma flutuação estatística, o pico pode ser explicado por uma nova partícula, uma partícula não apenas desconhecida, mas uma que nunca havia sido prevista.
Se confirmado como uma descoberta, isso exigirá que o Modelo Padrão seja refeito, com inúmeras possibilidades de novas descobertas e novos entendimentos sobre a estrutura básica da matéria.
Os cientistas afirmam não se tratar do Bóson de Higgs, que deve estar em outra faixa - para ser o Bóson de Higgs, o pico nos dados deveria ser 300 vezes menor.
"As características deste excesso [de eventos] excluem a possibilidade de que este pico seja devido ao bóson de Higgs do Modelo Padrão ou a uma partícula supersimétrica. Em vez disso, podemos estar vendo um tipo completamente novo de força ou interação," afirmou o grupo em um comunicado.
Quinta força
Alguns modelos, ainda considerados especulativos ou "alternativos", que têm sido propostos e desenvolvidos ao longo dos últimos anos, propõem a existência de novas interações fundamentais da matéria, além das quatro forças conhecidas hoje.
Estas forças fundamentais - gravidade, eletromagnetismo, força fraca e força forte - são a base do Modelo Padrão da Física - se há de fato uma nova força, então o Modelo deve ser refeito.
Há cerca de 20 anos, Kenneth Lane, da Universidade de Boston, e Estia Eichten, do próprio Fermilab, propuseram uma teoria, chamada tecnicolor, que previa a existência de uma quinta força fundamental, muito similar à força forte, que mantém unidos os quarks no núcleo dos átomos.
Essa quinta força ficaria exatamente na faixa dos 160 GeV e, operando a energias muito mais altas do que a força forte, poderia ser a responsável pela massa das demais partículas - o que simplesmente dispensaria a existência do já tão famoso e ainda não encontrado Bóson de Higgs.
Dados, trabalho e dinheiro
A análise divulgada hoje baseia-se em 4,3 femtobarns inversos de dados. A equipe irá repetir a análise com pelo menos duas vezes mais dados para verificar se o pico - o excesso de eventos - se torna mais ou menos acentuado.
Eles têm até Setembro para coletar mais dados - o Tevatron deverá ser desativado em Setembro, por falta de recursos.
Mas os dados também poderão ser confirmados pelo LHC ou pelo DZero - os dois já têm dados coletados na faixa dos 140 GeV/c2, que deverão ser sofregamente analisados nas próximas semanas.
Dois cosmonautas russos e um astronauta americano decolaram nesta terça-feira (5) do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à ISS (Estação Espacial Internacional), revelou uma TV local. A missão tem como objetivo lembrar a primeira viagem espacial tripulada realizada por Yuri Gagarin há quase 50 anos.
Os dois russos e o americano partiram em uma nave Soyuz do cosmódromo de Baikonur, mesma localidade de onde Gagarin deixou a Terra para sua missão histórica em 12 de abril de 1961.
O lançamento, ocorrido nas primeiras horas da manhã, deixou um raio de luz no céu limpo e estrelado do campo cazaque. A missão foi dedicada à viagem de Gagarin - que deu à então União Soviética sua maior vitória da Guerra Fria contra os Estados Unidos - e, posteriormente, a cápsula Soyuz foi rebatizada com o nome do cosmonauta.
"O lançamento ocorreu normalmente", informou a missão de controle à tripulação, que acenou e fez sinal de positivo com os dedos para a câmera, em imagens enviadas da cápsula para a Terra.
Os cosmonautas Alexander Samokutyaev e Andrei Borisenko estão em sua primeira viagem espacial, enquanto o astronauta americano Ronald Garan está em sua segunda missão, tendo viajado com a nave Discovery em 2008.
"Estamos voando bem", disse a voz de um dos membros da tripulação, aparentemente o comandante Samokutyaev.
"Desejo sucesso e um bom voo", disse o chefe da agência espacial russa, Anatoly Perminov.
A cápsula Soyuz entrou com sucesso na órbita terrestre e deve acoplar-se à ISS às 20h18 (horário de Brasília) desta quarta-feira (6), depois de uma viagem de dois dias.
A missão, que tem como objetivo celebrar o aniversário de 50 anos das viagens espaciais tripuladas, foi alvo de preocupações depois que problemas técnicos forçaram um adiamento da data de lançamento programada inicialmente, em 30 de março.
A emissora estatal russa informou que a tripulação estava reproduzindo em gravações as famosas conversas por rádio entre Gagarin e o designer espacial Sergei Korolyov, que estava em terra, meio século atrás.
Em um sinal da importância da missão, a segurança aérea está sendo garantida por oito aviões e 12 helicópteros que sobrevoam os territórios da Rússia e do Cazaquistão, informou a agência de aviação federal Rosaviatsia em comunicado.
A missão de 108 minutos de Gagarin - que terminou com ele descendo de paraquedas em uma área rural no centro da Rússia - ocorreu no ápice da Guerra Fria, mas atualmente as viagens espaciais são realizadas em uma parceria entre os ex-inimigos.
- Após os debates entre os membros da Estação Espacial Internacional no domingo, a Nasa fixou o lançamento da missão STS-134 da nave espacial Endeavour para a sexta-feira, 29 de abril.
O último voo do ônibus espacial Endeavour foi agendado para as 16h47, no horário de Brasília, segundo informou a Nasa em comunicado.
O atraso evita assim um conflito de programação com uma das naves russas de abastecimento, cujo lançamento estava programado para o dia 27 de abril e sua chegada à Estação Espacial Internacional, dois dias mais tarde.
Essa data não é definitiva. Os operários da Nasa realizarão uma revisão do plano de voo na terça-feira, dia 19 de abril, para avaliar a preparação do equipamento para o lançamento.
A nave Endeavour já se encontra na plataforma de lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para submeter-se às revisões técnicas necessárias antes do seu último voo.
Durante a missão de 14 dias, o ônibus espacial Endeavour entregará o Espectrômetro Alfa Magnético (AMS), usado para análise de partículas, e peças de reposição incluindo duas antenas de comunicações de, um tanque de gás de alta pressão, o sistema robótico canadense Dextre e escudos para proteger a nave de micrometeoritos.
O astronauta Mark Kelly comandará missão, o piloto Greg Johnson, os especialistas de missão, Mike Fincke, Drew Feustel, Greg Chamitoff e o italiano Roberto Vittori, completam a tripulação.
Os vulcões estão na região de Tharsis e medem 5,5 km (Ceraunius) e 4,5 km (Uranius). Seus diâmetros são de 130 km e 62 km, respectivamente.
Junto aos vulcões podem ser observados vales formados pelas erupções, dos quais o mais amplo alcança 3,5 km de diâmetro e 300 m de profundidade.
Os cientistas da ESA geraram as imagens a partir dos dados recolhidos pela sonda em três órbitas diferentes ao redor do "planeta vermelho" entre novembro de 2004 e junho de 2006, disse a agência por meio de um comunicado.
Poderia uma espaçonave interplanetária ser alimentada unicamente por água?
A resposta é sim, segundo dois pesquisadores da área.
Brian McConnell e Alex Tolley defenderam a ideia da criação da nave, que eles batizaram de "carruagem espacial", em um artigo publicado no jornal da Sociedade Interplanetária Britânica.
Carruagem espacial
Segundo os pesquisadores, uma viagem a Marte em uma nave alimentada a água custaria o equivalente a um único lançamento de um ônibus espacial até a Estação Espacial Internacional.
Ao contrário dos ônibus espaciais, a carruagem espacial seria uma nave estritamente espacial, dispensando as especificações necessárias ao pouso, o que poderia ser feito por naves auxiliares projetadas especificamente para isso.
Esta ideia também foi defendida pela NASA na semana passada, quando a agência espacial apresentou um novo conceito de nave espacial para voos de longa duração.
A carruagem espacial também aproveitaria o conceito de módulos infláveis, defendidos por Robert Bigelow para a construção do seu hotel espacial.
E, segundo os pesquisadores, sua nave espacial não depende de nenhuma inovação tecnológica futura: "É realmente um projeto de integração de sistemas. A tecnologia fundamental está toda disponível," disse McConnell.
Nave movida a água
O que mais chama a atenção na carruagem espacial, contudo, é o seu combustível, exclusivamente água.
O motor da espaçonave "queimaria" a água no interior de motores eletrotermais acionados por micro-ondas.
Motores eletrotermais são um tipo de sistema de propulsão elétrica, a exemplo dosmotores iônicos e do motor vasimir.
Eles já foram testados em laboratório usando a água como propelente. Segundo os pesquisadores, esses motores "provaram ser várias vezes mais eficientes no consumo de combustível do que os foguetes químicos convencionais".
Esses motores superaquecem a água no interior de uma câmara. O vapor resultante é ejetado por um bocal semelhante aos bocais dos foguetes comuns, fornecendo o impulso à nave.
Motores eletrotermais
A energia elétrica para os motores, assim como para toda a nave, seria fornecida por grandes painéis solares, o que levou a um design "chapado" da nave para ampliar a área disponível tanto para o armazenamento da água quanto para a instalação dos painéis solares.
Os motores eletrotermais a água fornecem pouco empuxo em relação aos motores químicos, mas, como poderiam funcionar por muito mais tempo, propiciaram uma aceleração contínua à nave, permitindo que as missões fossem feitas nos tempos previstos atualmente - uma viagem a Marte levaria cerca de seis meses.
Para dar maior agilidade e capacidade de manobra, principalmente em situações de emergência, a nave teria pequenos motores químicos, similares aos usados emsatélites e sondas espaciais.
"A capacidade de usar a água como propelente altera radicalmente a economia das missões de longo alcance, reduzindo o custo de uma missão em até 100 vezes, tornando as missões ao espaço profundo comparáveis em termos de custos às atuais missões tripuladas à órbita baixa da Terra," dizem os pesquisadores, referindo-se aos ônibus espaciais norte-americanos.
Escudos de água
A água teria outras utilidades além de servir como combustível e, na verdade, condiciona todo o projeto da nave.
Os módulos infláveis teriam camadas externas cheias de água, que serviria como um escudo contra a radiação do espaço.
A água também poderia ser incorporada nas próprias paredes dos módulos infláveis, congelando em contato com o frio do espaço e funcionando como um escudo rígido contra os micrometeoritos e outros detritos que possam se chocar com a nave durante a viagem.
A grande disponibilidade de água também possibilitará o cultivo de plantas para alimentação e, coisa inédita no espaço, permitirá até mesmo que os astronautas tomem banho de banheira.
Os pesquisadores defendem a utilização de uma frota dessas carruagens espaciais viajando pelo Sistema Solar, reabastecendo-se de água na órbita baixa da Terra ou de água "minerada" na Lua ou mesmo em Marte.
Dados preliminares da sonda Lcross indicam que a missão descobriu água durante os impactos de 9 de outubro com uma região em sombra perpétua no fundo da cratera Cabeus, perto do polo sul lunar.
O impacto criado pelo estágio superior do foguete Centauro produziu uma pluma de material dividida em duas partes, ejetado das profundezas da cratera. A primeira parte era composta de vapor e poeira fina e segunda, de material mais denso. Esse material não era exposto à luz do Sol há bilhões de anos.
Cientistas especulavam há anos sobre a explicação para as quantidades de hidrogênio detectadas nos polos lunares por missões anteriores. A descoberta de água pela Lcross ajuda a responder à pergunta. A água na Lua pode estar mais disseminada e existir em quantidade maior que a esperada, diz nota da Nasa.
Além disso, regiões lunares em sombra perpétua podem ter a chave da história e da evolução do Sistema Solar. E a água e outros compostos descobertos poderão ser recursos para astronautas em futuras missões.
Desde os impactos, a equipe cientistas da missão Lcross trabalha para analisar os dados que a nave recolheu. A equipe concentrou-se nos espectrômetros, que trazem as informações mais precisas sobre a presença de água.
Ampliação da imagem da pluma de material impelida pelo impacto na Lua. Divulgação/Nasa
“Estamos extasiados”, disse Anthony Colaprete, principal cientista da missão. “Diversas linhas de evidência mostram que a água estava presente tanto na pluma mais leve e na cortina de dejetos criada pelo impacto do Centauro. A concentração e distribuição da água e outras substâncias requerem mais análise, mas é seguro dizer que Cabeus contém água”.
Na madrugada de domingo (01/08), todo o lado do Sol virado para a Terra experimentou um tumulto de atividades em cadeia, criando uma erupção solar de classe C3 – um autêntico tsunami solar.
O jato de plasma deverá chegar na Terra na manhã desta quarta-feira, dia 04 de Agosto.
Ejeção de massa coronal
O fenômeno gerou múltiplos filamentos magnéticos, que se elevaram da superfície estelar, uma agitação em grande escala da corona solar, explosões de ondas de rádio e uma ejeção de massa coronal.
Esta erupção solar em larga escala – catalogada pelos cientistas como Mancha Solar 1092 – ejetou toneladas de plasma (átomos ionizados) para o espaço interplanetário.
E esse plasma está dirigido diretamente no rumo da Terra, onde deverá chegar criando um show espetacular de luzes na forma de auroras boreais e austrais.
Infelizmente não é só isso. Os efeitos poderão ser sentidos também pelos sistemas de comunicação, principalmente via satélite, e até mesmo pelas redes de distribuição de energia.
Tsunami solar
Observar o Sol entrar em erupção numa escala global entusiasmou a comunidade internacional de físicos, que agora dispõem também do observatório solar SDO (Solar Dynamics Observatory), da NASA.
Os cientistas acreditam ter dados suficientes para tentar decifrar a complexa sequência de eventos, detectando sobretudo os eventos primários que deram origem à tsunami solar.
Quando uma erupção desse tipo, chamada de ejecção de massa coronal, chega à Terra, ela interage com o campo magnético do nosso planeta, potencialmente criando uma tempestade geomagnética.
As partículas solares guiam-se pelas linhas desse campo, dirigindo-se para os pólos da Terra, onde colidem com átomos de nitrogênio e oxigênio na atmosfera, que em seguida brilham na forma de luzes dançantes, as auroras.
As auroras são visíveis normalmente apenas em altas latitudes, embora, durante uma tempestade geomagnética, as auroras possam também iluminar o céu nas latitudes mais baixas.
Ciclos do Sol
O Sol tem um ciclo regular de atividade que dura em média cerca de 11 anos.
O último máximo solar ocorreu em 2001, o que tornou seu mínimo mais recente particularmente duradouro e com atividade abaixo da média mesmo para esses mínimos.
Esta erupção em larga escala é um dos primeiros sinais de que o Sol pode estar acordando e caminhando para um outro máximo.
A americana Boeing anunciou na noite de sábado (5) o lançamento em Cabo Canaveral de uma segunda nave espacial sem tripulação X-37B destinada à Força Aérea. "A Boeing anuncia o lançamento com sucesso do segundo OTV (veículo de teste orbital) para a unidade de intervenções rápidas da Força Aérea americana", afirma um comunicado.
Para o vice-presidente da Boeing Space & Intelligence Systems, Craig Cooning,esse é outro passo importante.
- Foi um momento histórico em dezembro quando o X-37B se tornou o primeiro veículo sem tripulação a retornar do espaço e pousar sozinho.
O primeiro OTV foi lançado em abril para permanecer em órbita por oito meses e pousou na base Vandenberg da Força Aérea em dezembro.
As tripulações titular e reserva da próxima missão à ISS (Estação Espacial Internacional), dedicada a Yuri Gagarin no 50º aniversário da primeira viagem do homem ao espaço, começaram nesta sexta-feira (4) os testes prévios no voo no Centro de Treinamento de Cosmonautas, localizado nos arredores de Moscou.
Yuri Gagarin foi o primeiro homem da história a viajar ao espaço. Ele cumpriu sua missão em 12 de abril de 1961, a bordo da nave Vostok 1. Ele foi a primeira pessoa a ver a Terra de fora, a cerca de 300 km de altitude, durante um passeio que durou 108 minutos
A tripulação principal, integrada pelos russos Andrei Borisenko e Aleksandr Samokutiayev, que não têm experiência no espaço, e o astronauta da Nasa Ronald Garan, que já conta com um voo orbital em seu currículo, fará um teste no simulador terrestre do segmento russo da ISS.
Já a equipe suplente, composta pelos russos Anton Shkaplerov e Anatoli Ivanishin e o americano Daniel Burbank, passará por uma prova na réplica da nave pilotada Soyuz TMA. No sábado, as tripulações trocarão de local de testes e, no final do dia, as equipes receberão qualificações em uma escala de um a cinco pontos.
A nave Stardust passou na noite desta segunda-feira (14) a apenas 181 km do cometa Tempel 1 e tirou fotografias durante a passagem. A ideia da Nasa era divulgar as imagens de trás para frente, começando com cinco imagens em "close" do cometa. Mas, por uma razão ainda desconhecida, a sonda mandou primeiro as fotos de quando estava longe do objeto.
Em 2005, o Tempel 1 recebeu uma visita um tanto violenta de uma outra sonda da Nasa, a Deep Impact, que atirou uma bola de cobre sobre o planeta, fazendo com que detritos voassem pelo espaço e uma cratera se formasse sobre o objeto. Mas, como subiu muita poeira após o tiro, a sonda não conseguiu tirar fotos do buraco.
Como os cometas têm órbitas bastante longas (indo até bem longe do Sol e depois bem perto), eles passam muito tempo longe do astro. O frio faz com que eles tenham a estrutura bastante preservada e possam fornecem informações sobre a formação do Sistema Solar.
O Tempel 1 não é o primeiro cometa com quem a sonda, lançada em 1999, se encontra. Em 2004, ela passou perto do cometa Wild 2 e coletou partículas de poeira do objeto. O material foi mandado para a Terra por meio de uma cápsula que caiu no deserto de Utah, nos Estados unidos.
A Stardust já voou 5,6 bilhões de km desde o lançamento.
O valor total pedido para a Nasa chega a R$ 31,21 bilhões (US$ 18,7 bilhões) para o exercício de 2012, que começa em 1º de outubro de 2011, e deverá prorrogar-se anualmente até 2016.
A proposta apresentada por Obama ao Congresso representa uma diminuição de 1,6% em relação ao orçamento da Nasa de 2011, que ainda não foi adotado.
John Logsdon, ex-diretor do instituto de política espacial em Washington e assessor externo do governo de Obama, diz que o valor está de acordo com a realidade.
- Esse orçamento reflete o conjunto da realidade orçamentária enfrentada pelo governo americano, ao saber que não há muito dinheiro em caixa. E a Nasa paga sua cota do congelamento orçamentário geral. Esse congelamento não deverá, no entanto, comprometer os objetivos da agência, mas certamente desacelerará seu calendário
O especialista disse ainda que o orçamento "coloca em evidência que a Nasa espera cumprir com o previsto".
Segundo Longsdon, a Nasa dá grande prioridade ao funcionamento da Estação Espacial Internacional (ISS, da sigla em inglês), cujo uso foi estendido para até 2020.
A agência espacial pretende dedicar grandes quantias - R$ 1,41 bilhão (US$ 850 milhões) - para ajudar o setor privado a criar naves e cápsulas espaciais capazes de transportar - de forma mais econômica - para a ISS tanto tripulantes como material de carga.
Isso permitiria não depender exclusivamente das naves russas Soyuz para enviar os astronautas americanos à estação internacional depois que duas naves forem aposentadas este ano. Os Estados Unidos financiaram grande parte da ISS, com aproximadamente R$ 166,9 bilhões (US$ 100 bilhões).
No entanto, de acordo com Logsdon, "a Nasa baseia seu projeto de orçamento em montantes hipotéticos os quais espera que sejam citados no orçamento atual de 2011, que ainda deve ser aprovado" no Congresso.
E os republicanos, que são maioria na Câmara, ameaçam cortar severamente os gastos federais, começando pelo orçamento de 2011. Sob pressão dos legisladores da esfera de influência ultraconservadora do Tea Party, pedem uma redução de US$ 100 bilhões em gastos.
Sob anonimato, um funcionário da Nasa, disse que a agência pode correr riscos se não receber as verbas necessárias.
- Se os republicanos impuserem sua vontade, todos os programas da Nasa estarão em perigo. Investimos em empresas americanas, para que elas desenvolvam naves e cápsulas para ir à ISS, e os republicanos aparentemente preferem pagar aos russos [R$ 83,45 milhões] US$ 50 milhões por assento em um Soyuz para transportar nossos astronautas à estação.
Depois de oito meses de viagem, uma missão “de mentirinha” para Marte chegou nesta segunda-feira (14) ao seu ponto máximo, quando dois astronautas “tocaram” o solo do planeta, mas sem tirar o pé da Terra.
Na verdade, os profissionais estão participando de uma simulação de missão em Marte. Trancados desde 3 de junho de 2010 em um conjunto de módulos cilíndricos que constituem um simulador, seis homens vão passar um total de 520 dias em um experimento montado em um galpão no bairro de Khoroshevski, em Moscou, capital da Rússia. O objetivo é analisar as condições físicas e psicológicas e a tolerância dos membros de uma tripulação durante um voo interplanetário.
Hoje, dois deles tiveram a honra de sentir o que seria dar passos em Marte, usando inclusive roupas espaciais – eles caminharam por uma hora e 12 minutos em um local com 10 m de comprimento e 6 m de largura coberto com areia vermelha.
O ítalo-colombiano Diego Urbina, que fez a caminhada ao lado do russo Aleksandr Suvorov, disse que a Europa “por séculos explorou a Terra”.
– Hoje, olhando essa terra vermelha, eu posso sentir o quão inspirador vai ser olhar através dos olhos do primeiro homem a andar em Marte. Eu saúdo todos os exploradores do futuro e lhes desejo boa sorte.
A próxima caminhada vai ser realizada no dia 18 de fevereiro. A última tarefa está marcada para o dia 22 de fevereiro. Os astronautas vão viver durante 16 dias em um pequeno módulo que simula um veículo com capacidade de pousar em Marte, com possibilidades limitadas de exercício físico.
Os seis participantes do projeto Mars500 foram separados em dois grupos quando a nave-simulador, integrada por cinco módulos, simulou uma chegada à órbita de Marte, no dia 2 de fevereiro. Com roupas especiais, três homens se deslocaram para o módulo de aterrissagem que pousou no último sábado (12) no planeta vermelho, enquanto os outros permaneceram no módulo principal.
O período de isolamento na falsa nave de 180 m2 se refere à duração de uma verdadeira viagem para Marte, com 250 dias de ida, 30 dias de permanência e 240 dias de volta.
A sondagem dá destaque às superstições "científicas" do povo russo, alguns dias após o presidente Dmitri Medvedev ter defendido investimentos em programas espaciais para explorar a Lua e pontos distantes do universo.
A pesquisa revela ainda que 55% dos russos dizem que a radioatividade é uma invenção humana, enquanto 29% afirmam que os seres humanos conviveram com os dinossauros. Os números também indicam que as mulheres são mais propícias a acreditar em superstições do que os homens.
A Nasa, agência espacial americana, apresentou neste domingo (6) pela primeira vez imagens da superfície solar e de sua atmosfera. Os cientistas esperam que as novas imagens ajudem a melhorar a previsão do tempo.
Esse trabalho é o resultado das observações feitas pelas duas sondas solares do Observatório de Relações Solares-Terrestres (Stereo, por sua sigla em inglês), enviadas pela Nasa em 2006.
As duas sondas foram enviadas a pontos diametralmente opostos do Sol para estudar como o fluxo de energia e a matéria solar afeta a Terra.
Seus instrumentos proporcionaram uma nova visão do sistema solar e, em 2007, geraram as primeiras fotografias tridimensionais do Sol, disse a agência americana por meio de comunicado.
- As novas imagens ajudarão a melhorar o planejamento de futuras missões de naves espaciais robóticas ou com tripulação para o sistema solar.
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) está coordenando a construção de um foguete brasileiro alimentado por propelente líquido - mais especificamente, por etanol.
O projeto está na etapa de construção do sistema de alimentação do motor foguete, cuja principal função é fornecer ao motor foguete a propelente líquido nas pressões e vazões necessárias para o correto funcionamento do motor.
O sistema de alimentação será um dos componentes do primeiro foguete brasileiro funcionando exclusivamente com propelente líquido, o VS-15.
O VS-15 possibilitará a realização de ensaios em voo do motor foguete a etanol, verificando se o motor corresponde às características de projeto.
O sistema é composto por dois reservatórios de propelentes, um de etanol e outro de oxigênio líquido, e um reservatório de gás pressurizante, todos fabricados em fibra de carbono, para redução da massa total.
Diversas válvulas fazem o controle do fornecimento do etanol e do oxigênio ao motor, além do abastecimento prévio dos reservatórios A pressão dos fluidos nos reservatórios é mantida por reguladores de pressão especiais.
O sistema de alimentação já passou pela revisão de requisitos de sistema e pela revisão preliminar de projeto.
O projeto está agora em fase de fabricação dos modelos de engenharia dos reservatórios e dos reguladores de pressão e aquisição dos componentes, com a finalidade de montagem de um modelo de engenharia do sistema completo para realização dos primeiros ensaios funcionais a frio.
Em uma medida rara a tão pouco tempo de uma missão, Kopra foi trocado pelo veterano Stephen Bowen, que foi à ISS (Estação Espacial Internacional) em maio do ano passado, na mais recente missão de um ônibus espacial. Bowen vai assumir as tarefas do colega durante duas caminhadas espaciais previstas para a missão do Discovery.
A substituição de astronautas que voam em ônibus espaciais já foi feita oito vezes nos últimos 30 anos, mas nunca tão perto da decolagem.
Para evitar esse tipo de problema, a Nasa proíbe os astronautas escalados de uma série de atividades como andar de moto, esquiar, pular de paraquedas e fazer voos acrobáticos. Andar de bicicleta não está na lista.